Como funciona a nova fase do ship-from-store da Bibi?
A Calçados Bibi ampliou a parceria com a Stone Entregas para acelerar seu modelo de ship-from-store, adotado desde 2019, no qual lojas franqueadas despacham pedidos feitos no e-commerce [1]. Com a integração, cada unidade passa a funcionar como um mini hub logístico, aproximando o estoque do consumidor final [1].
“Esta parceria representa um avanço estratégico importante na nossa jornada omnichannel. Conseguimos integrar ainda mais nossos canais, aproximar o produto do cliente e oferecer uma experiência de compra muito mais ágil e conveniente.”
O acordo reforça o foco da rede em conveniência, agilidade de entrega e maior disponibilidade de produto, acompanhando a mudança no comportamento de consumo e a demanda crescente por operações de varejo mais rápidas [1].
Nesse formato, as lojas físicas passam a atuar como pontos de expedição de pedidos online, o que reduz prazos de entrega e aumenta a capilaridade logística da operação, incluindo regiões onde a entrega tradicional a partir de um centro de distribuição centralizado costuma ser mais lenta [1].
Para Alan Rosanelli, gerente de omnicanalidade da Calçados Bibi, o movimento aprofunda uma estratégia que a companhia já vinha construindo.
O que muda na prática com a integração da Stone Entregas?
Na prática, a integração é feita por API sobre o sistema que as lojas franqueadas já utilizam, o que elimina a necessidade de alterar a rotina operacional das unidades [1]. O processamento do pedido continua nos sistemas atuais da rede, enquanto a coleta e a entrega passam a ser automatizadas pela Stone Entregas [1].
A colaboração entre as duas empresas começou em novembro de 2025, com foco inicial em entregas ultrarrápidas de até quatro horas [1].
Ao terceirizar a execução logística para um parceiro especializado, a Bibi mantém o controle sobre o processamento do pedido, mas transfere a complexidade operacional de contratar e gerenciar transportadoras loja a loja para a Stone Entregas.
| Dimensão da operação | Como era | O que muda com a parceria |
|---|---|---|
| Ponto de despacho | Loja como ponto de venda | Loja como mini hub logístico, com ship-from-store desde 2019 [1] |
| Integração de sistemas | Sistemas próprios da franquia | Conexão via API, sem alterar a rotina das lojas [1] |
| Execução da entrega | Processos internos da rede | Coleta e entrega automatizadas pela Stone Entregas [1] |
| Prazo inicial de foco | Entrega convencional | Entregas ultrarrápidas de até 4 horas [1] |
Por que transformar lojas em centros de distribuição virou prioridade no varejo brasileiro?
Transformar loja física em ponto de fulfillment deixou de ser diferencial e virou resposta a uma mudança já consolidada no comportamento do consumidor brasileiro. Uma pesquisa da Wake em parceria com a Opinion Box mostra que 78,9% dos consumidores já realizam suas jornadas de compra de forma omnichannel, transitando entre canais físicos e digitais com naturalidade [3].
Essa pressão já levou outras redes brasileiras a reorganizar a logística em torno do estoque das lojas.
A Magazine Luiza consolidou sua estratégia omnichannel unificando os estoques de lojas e centro de distribuição, o que agiliza a logística e facilita a entrega rápida ao cliente [3]. A Centauro, por sua vez, utiliza um sistema de fulfillment que conecta todos os seus estoques em rede, permitindo visualizar itens disponíveis em qualquer unidade e agilizar a resposta ao consumidor [3].
O mesmo relatório de tendências para 2026 do setor aponta que estratégias de ship-from-store e pick-up in store se beneficiam diretamente de uma visão unificada de estoque entre canais, e que esse movimento tende a ganhar força com integrações de dados mais profundas entre lojas, centros de distribuição e sistemas de e-commerce [2].
O que a movimentação da Bibi sinaliza para outros varejistas?
O caso ilustra um caminho que outras redes com franquias físicas espalhadas pelo Brasil podem seguir: em vez de investir pesado em centros de distribuição adicionais, usar a malha de lojas já existente como rede de fulfillment, com um parceiro logístico cuidando da execução da última milha [1].
Para times de e-commerce e de TI, o ponto prático é a forma de integração. A Bibi optou por conectar o parceiro logístico via API ao sistema que já opera nas lojas, evitando retrabalho operacional em uma rede franqueada, um modelo replicável por qualquer varejista que já tenha visibilidade de estoque por loja e precise apenas resolver a etapa de coleta e entrega [1].
Com mais de três quartos dos consumidores brasileiros já circulando entre canais físicos e digitais numa mesma jornada de compra, segundo a pesquisa Wake/Opinion Box [3], a velocidade de entrega a partir da loja mais próxima tende a se consolidar como fator competitivo, não apenas para grandes redes de varejo geral, mas também para especialistas de nicho como o segmento infantil em que a Bibi atua.
Fontes
- [1]Logweb, Parceria entre Calçados Bibi e Stone amplia estratégia omnichannel e acelera entregas no varejo infantil — logweb.com.br
- [2]E-Commerce Brasil, As tendências de e-commerce para 2026 e o impacto do comércio unificado no varejo — ecommercebrasil.com.br
- [3]E-Commerce Brasil, Jornada de compra omnichannel: o que falta para sua estratégia ser realmente integrada? — ecommercebrasil.com.br



