Nestlé renova parceria com a Frete Rápido e aposta em dados para escalar a logística do e-commerce
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Nestlé renova parceria com a Frete Rápido e aposta em dados para escalar a logística do e-commerce

Nestlé renova parceria com a Frete Rápido, iniciada em 2020, para seguir evoluindo a logística de suas operações de e-commerce no Brasil.

Por VTEX21 de set. de 20265 min de leitura
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O que muda com a renovação do contrato?

Nestlé Brasil formalizou a renovação de seu contrato com a Frete Rápido, provedora de tecnologia de gestão logística para e-commerce. O acordo estende uma relação que começou em dezembro de 2020 e que passou a sustentar a operação digital de várias marcas do grupo no país.

A renovação mantém a Frete Rápido como responsável pela inteligência logística das operações de e-commerce da Nestlé no Brasil. O contrato consolida o uso da mesma plataforma que já rodava a operação, agora com o compromisso declarado de aprofundar recursos de dados e automação.

Desde o início da parceria, a tecnologia sustenta a logística de canais como NESCAFÉ Dolce Gusto, FamilyNes, Nutrição Até Você e Puravida [1]. São operações de perfis diferentes, de máquinas de café a nutrição infantil, todas dependentes da mesma camada de gestão de fretes.

O que o acordo formaliza, em resumo:

Para uma multinacional desse porte, manter o mesmo fornecedor de tecnologia por cinco anos é, em si, um dado: a Nestlé é líder mundial em alimentos e bebidas, atua em 190 países [1] e trata a estabilidade da infraestrutura digital como parte da estratégia, não como detalhe operacional.

  • Continuidade da parceria iniciada em dezembro de 2020, consolidando o uso da plataforma de inteligência logística da Frete Rápido nas operações de e-commerce da companhia [1].
  • Ganhos declarados de eficiência, visibilidade e desempenho como objetivo da renovação [1].
  • Manutenção do mesmo fornecedor por cinco anos numa operação multinacional presente em 190 países [1].

Por que renovar pesa mais do que trocar de fornecedor

Quando é a mesma marca decidindo permanecer, o dado que importa não é aquisição, é o de que a solução resistiu à pressão de anos de operação. É esse o argumento que a Frete Rápido faz publicamente sobre o caso Nestlé.

Renovar essa parceria com a Nestlé representa o reconhecimento de uma relação construída com confiança, inovação e foco em resultados. Temos orgulho de seguir apoiando uma das maiores empresas do mundo na evolução da logística de suas operações de e-commerce.
Mário Rodrigues, CEO e Founder da Frete Rápido [1]

Como resultado, a Nestlé amplia a eficiência operacional, reduz custos logísticos, diminui chamados no SAC, melhora a experiência de entrega e fortalece a conversão e a fidelização nos seus canais digitais [1]. Esses cinco efeitos são o roteiro que qualquer executivo de e-commerce usa para justificar investimento em tecnologia de frete para a diretoria.

O que a tecnologia entrega no dia a dia

A operação combina regras automatizadas de frete com rastreamento e comunicação direta com o consumidor. A tecnologia da Frete Rápido apoia a gestão de uma operação logística mais integrada e eficiente, com regras inteligentes de frete, visibilidade em tempo real das entregas, acompanhamento de pedidos e comunicação proativa com os consumidores ao longo da jornada de compra [1].

Ao longo dos cinco anos de parceria, o ganho declarado não foi só operacional. A parceria também tem proporcionado maior previsibilidade para a operação, otimização da gestão logística e dados estratégicos para apoiar decisões mais rápidas e assertivas, acompanhando a evolução do e-commerce da companhia [1]. Ou seja: os dados gerados pela operação de frete alimentam decisões de negócio que vão além da entrega em si.

Por que a logística de alimentos e bebidas virou prioridade?

A pergunta que fica é por que uma multinacional de alimentos trataria a gestão de fretes como prioridade estratégica, e não como comoditie terceirizável. A resposta está no ritmo de crescimento do canal digital nessa categoria específica: o e-commerce de FMCG está crescendo rápido demais, e de forma ruim demais distribuída, para ser deixado sem controle fino de dados.

O crescimento do e-commerce mostra que o digital já conquistou espaço na jornada de compra, mas o próximo desafio é transformar experimentação em recorrência. Ao mesmo tempo, a IA começa a atuar antes mesmo da escolha do canal, apoiando pesquisa, comparação e avaliação de marcas.
Daniel Horai, diretor de Novos Negócios da Worldpanel by Numerator [2]

O e-commerce de bens de consumo massivo (FMCG) cresceu 58% no Brasil no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Apesar do avanço, o canal ainda concentra apenas 2% das ocasiões de compra da categoria [2], segundo o estudo Consumer Insights 2026, da Worldpanel by Numerator, feito com 11 mil domicílios brasileiros [2].

O crescimento é ainda mais forte num tipo específico de compra. As compras de abastecimento avançaram 94% no e-commerce na comparação anual [2].

Para Daniel Horai, diretor de Novos Negócios da Worldpanel by Numerator, o desafio deixou de ser atrair o primeiro pedido:

Um canal que ainda representa 2% das ocasiões de compra, mas cresce 58% ao ano com picos de 94% em abastecimento, é um canal em que qualquer falha logística custa caro em recorrência futura. É esse o cálculo que sustenta decisões como a da Nestlé.

Quanto pesa a infraestrutura logística por trás dessa decisão?

O mercado brasileiro de operadores logísticos que sustenta esse crescimento também está em expansão, mas sob pressão de custo. O setor encerrou 2025 com faturamento de R$ 247 bilhões, avanço real de 18% em relação a 2023 [5], segundo o estudo Perfil dos Operadores Logísticos, da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) com o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos).

A receita cresceu, mas a rentabilidade não acompanhou no mesmo ritmo. 73% das empresas consultadas para a pesquisa aumentaram a receita operacional bruta em 2025 e a mesma proporção ampliou a quantidade de clientes [5]. Por outro lado, 44% reajustaram os preços abaixo da elevação dos custos, enquanto 34% conseguiram repassar aos clientes um aumento equivalente ou superior [5].

Nesse cenário de margem apertada, tecnologia é onde o setor concentra investimento. Software segue como o destino mais disseminado dos investimentos dos operadores logísticos, citado por 83% das empresas [5].

Sistemas de gestão de armazém e de transporte já são quase universais entre os grandes operadores: integração de sistemas com clientes e sistemas de gestão de armazéns (WMS) já estão presentes em 87% das empresas, e os sistemas de gestão de transporte (TMS) aparecem em 86% [5].

IndicadorValor
Crescimento do e-commerce de FMCG (2T26 vs. 2T25)58% [2]
Participação do e-commerce nas ocasiões de compra de FMCG2% [2]
Crescimento das compras de abastecimento no e-commerce94% [2]
Faturamento dos operadores logísticos no Brasil (2025)R$ 247 bilhões [5]
Crescimento real do setor de operadores logísticos (2023-2025)18% [5]
Volume transacionado na plataforma da Frete RápidoR$ 34 bilhões [3]

O que a escala da Frete Rápido diz sobre a decisão da Nestlé

A Nestlé não é cliente isolado da Frete Rápido, é parte de uma carteira que a empresa usa para se posicionar como referência do setor na América Latina. Hoje, a Frete Rápido é líder do setor na América Latina, atendendo grandes players do comércio eletrônico como ASUS, Nestlé, DPSP, Klabin, Mondial, CAOA, VIVARA e KaBuM! [3], com mais de R$ 34 bilhões transacionados em sua plataforma [3].

Essa base de clientes de setores distintos, alimentos, moda, autopeças, joalheria, indica que o problema que a tecnologia resolve é genérico: unificar a gestão de frete entre canais e origens diferentes. A relevância da gestão logística nos resultados do e-commerce é fundamental para 69% dos negócios [4], segundo estudo anterior da própria Frete Rápido com lojas virtuais brasileiras de médio a grande porte.

O que fica para outros líderes de e-commerce

A renovação Nestlé-Frete Rápido não é um anúncio de nova tecnologia. É a confirmação, depois de quase seis anos de operação real, de que a aposta original funcionou o suficiente para não trocar de fornecedor num momento em que o canal digital de FMCG cresce dois dígitos ao ano.

Três pontos ficam como referência para quem avalia contratos de logística de e-commerce:

  1. 1Estabilidade de fornecedor por vários anos costuma sinalizar que a integração de dados amadureceu ao ponto de ser difícil, e arriscado, recomeçar do zero com outro parceiro.
  2. 2Categorias de compra recorrente, como alimentos e bebidas, penalizam mais qualquer falha de entrega porque o cliente já tem alternativa física estabelecida havia décadas.
  3. 3Investir em visibilidade de dados sobre a operação de frete, não só em velocidade de entrega, é o que sustenta decisões de expansão de canal no médio prazo.

Fontes

  1. [1]E-Commerce Brasil, Nestlé renova parceria com Frete Rápido para seguir evoluindo a logística no e-commerceecommercebrasil.com.br
  2. [2]E-Commerce Brasil, E-commerce cresce 58%, mas representa 2% das compras de FMCGecommercebrasil.com.br
  3. [3]E-Commerce Brasil, Frete Rápido celebra 10 anos de história com recordes, premiações, nstech e liderança no mercadoecommercebrasil.com.br
  4. [4]E-Commerce Brasil, Frete Rápido assume liderança do segmento TMS para e-commerce na América Latinaecommercebrasil.com.br
  5. [5]E-Commerce Brasil, Operadores logísticos crescem 18% em 2 anos, apontam Abol e Ilosecommercebrasil.com.br