O que muda com a renovação do contrato?
Nestlé Brasil formalizou a renovação de seu contrato com a Frete Rápido, provedora de tecnologia de gestão logística para e-commerce. O acordo estende uma relação que começou em dezembro de 2020 e que passou a sustentar a operação digital de várias marcas do grupo no país.
A renovação mantém a Frete Rápido como responsável pela inteligência logística das operações de e-commerce da Nestlé no Brasil. O contrato consolida o uso da mesma plataforma que já rodava a operação, agora com o compromisso declarado de aprofundar recursos de dados e automação.
Desde o início da parceria, a tecnologia sustenta a logística de canais como NESCAFÉ Dolce Gusto, FamilyNes, Nutrição Até Você e Puravida [1]. São operações de perfis diferentes, de máquinas de café a nutrição infantil, todas dependentes da mesma camada de gestão de fretes.
O que o acordo formaliza, em resumo:
Para uma multinacional desse porte, manter o mesmo fornecedor de tecnologia por cinco anos é, em si, um dado: a Nestlé é líder mundial em alimentos e bebidas, atua em 190 países [1] e trata a estabilidade da infraestrutura digital como parte da estratégia, não como detalhe operacional.
- Continuidade da parceria iniciada em dezembro de 2020, consolidando o uso da plataforma de inteligência logística da Frete Rápido nas operações de e-commerce da companhia [1].
- Ganhos declarados de eficiência, visibilidade e desempenho como objetivo da renovação [1].
- Manutenção do mesmo fornecedor por cinco anos numa operação multinacional presente em 190 países [1].
Por que renovar pesa mais do que trocar de fornecedor
Quando é a mesma marca decidindo permanecer, o dado que importa não é aquisição, é o de que a solução resistiu à pressão de anos de operação. É esse o argumento que a Frete Rápido faz publicamente sobre o caso Nestlé.
“Renovar essa parceria com a Nestlé representa o reconhecimento de uma relação construída com confiança, inovação e foco em resultados. Temos orgulho de seguir apoiando uma das maiores empresas do mundo na evolução da logística de suas operações de e-commerce.”
Como resultado, a Nestlé amplia a eficiência operacional, reduz custos logísticos, diminui chamados no SAC, melhora a experiência de entrega e fortalece a conversão e a fidelização nos seus canais digitais [1]. Esses cinco efeitos são o roteiro que qualquer executivo de e-commerce usa para justificar investimento em tecnologia de frete para a diretoria.
O que a tecnologia entrega no dia a dia
A operação combina regras automatizadas de frete com rastreamento e comunicação direta com o consumidor. A tecnologia da Frete Rápido apoia a gestão de uma operação logística mais integrada e eficiente, com regras inteligentes de frete, visibilidade em tempo real das entregas, acompanhamento de pedidos e comunicação proativa com os consumidores ao longo da jornada de compra [1].
Ao longo dos cinco anos de parceria, o ganho declarado não foi só operacional. A parceria também tem proporcionado maior previsibilidade para a operação, otimização da gestão logística e dados estratégicos para apoiar decisões mais rápidas e assertivas, acompanhando a evolução do e-commerce da companhia [1]. Ou seja: os dados gerados pela operação de frete alimentam decisões de negócio que vão além da entrega em si.
Por que a logística de alimentos e bebidas virou prioridade?
A pergunta que fica é por que uma multinacional de alimentos trataria a gestão de fretes como prioridade estratégica, e não como comoditie terceirizável. A resposta está no ritmo de crescimento do canal digital nessa categoria específica: o e-commerce de FMCG está crescendo rápido demais, e de forma ruim demais distribuída, para ser deixado sem controle fino de dados.
“O crescimento do e-commerce mostra que o digital já conquistou espaço na jornada de compra, mas o próximo desafio é transformar experimentação em recorrência. Ao mesmo tempo, a IA começa a atuar antes mesmo da escolha do canal, apoiando pesquisa, comparação e avaliação de marcas.”
O e-commerce de bens de consumo massivo (FMCG) cresceu 58% no Brasil no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Apesar do avanço, o canal ainda concentra apenas 2% das ocasiões de compra da categoria [2], segundo o estudo Consumer Insights 2026, da Worldpanel by Numerator, feito com 11 mil domicílios brasileiros [2].
O crescimento é ainda mais forte num tipo específico de compra. As compras de abastecimento avançaram 94% no e-commerce na comparação anual [2].
Para Daniel Horai, diretor de Novos Negócios da Worldpanel by Numerator, o desafio deixou de ser atrair o primeiro pedido:
Um canal que ainda representa 2% das ocasiões de compra, mas cresce 58% ao ano com picos de 94% em abastecimento, é um canal em que qualquer falha logística custa caro em recorrência futura. É esse o cálculo que sustenta decisões como a da Nestlé.
Quanto pesa a infraestrutura logística por trás dessa decisão?
O mercado brasileiro de operadores logísticos que sustenta esse crescimento também está em expansão, mas sob pressão de custo. O setor encerrou 2025 com faturamento de R$ 247 bilhões, avanço real de 18% em relação a 2023 [5], segundo o estudo Perfil dos Operadores Logísticos, da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) com o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos).
A receita cresceu, mas a rentabilidade não acompanhou no mesmo ritmo. 73% das empresas consultadas para a pesquisa aumentaram a receita operacional bruta em 2025 e a mesma proporção ampliou a quantidade de clientes [5]. Por outro lado, 44% reajustaram os preços abaixo da elevação dos custos, enquanto 34% conseguiram repassar aos clientes um aumento equivalente ou superior [5].
Nesse cenário de margem apertada, tecnologia é onde o setor concentra investimento. Software segue como o destino mais disseminado dos investimentos dos operadores logísticos, citado por 83% das empresas [5].
Sistemas de gestão de armazém e de transporte já são quase universais entre os grandes operadores: integração de sistemas com clientes e sistemas de gestão de armazéns (WMS) já estão presentes em 87% das empresas, e os sistemas de gestão de transporte (TMS) aparecem em 86% [5].
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Crescimento do e-commerce de FMCG (2T26 vs. 2T25) | 58% [2] |
| Participação do e-commerce nas ocasiões de compra de FMCG | 2% [2] |
| Crescimento das compras de abastecimento no e-commerce | 94% [2] |
| Faturamento dos operadores logísticos no Brasil (2025) | R$ 247 bilhões [5] |
| Crescimento real do setor de operadores logísticos (2023-2025) | 18% [5] |
| Volume transacionado na plataforma da Frete Rápido | R$ 34 bilhões [3] |
O que a escala da Frete Rápido diz sobre a decisão da Nestlé
A Nestlé não é cliente isolado da Frete Rápido, é parte de uma carteira que a empresa usa para se posicionar como referência do setor na América Latina. Hoje, a Frete Rápido é líder do setor na América Latina, atendendo grandes players do comércio eletrônico como ASUS, Nestlé, DPSP, Klabin, Mondial, CAOA, VIVARA e KaBuM! [3], com mais de R$ 34 bilhões transacionados em sua plataforma [3].
Essa base de clientes de setores distintos, alimentos, moda, autopeças, joalheria, indica que o problema que a tecnologia resolve é genérico: unificar a gestão de frete entre canais e origens diferentes. A relevância da gestão logística nos resultados do e-commerce é fundamental para 69% dos negócios [4], segundo estudo anterior da própria Frete Rápido com lojas virtuais brasileiras de médio a grande porte.
O que fica para outros líderes de e-commerce
A renovação Nestlé-Frete Rápido não é um anúncio de nova tecnologia. É a confirmação, depois de quase seis anos de operação real, de que a aposta original funcionou o suficiente para não trocar de fornecedor num momento em que o canal digital de FMCG cresce dois dígitos ao ano.
Três pontos ficam como referência para quem avalia contratos de logística de e-commerce:
- 1Estabilidade de fornecedor por vários anos costuma sinalizar que a integração de dados amadureceu ao ponto de ser difícil, e arriscado, recomeçar do zero com outro parceiro.
- 2Categorias de compra recorrente, como alimentos e bebidas, penalizam mais qualquer falha de entrega porque o cliente já tem alternativa física estabelecida havia décadas.
- 3Investir em visibilidade de dados sobre a operação de frete, não só em velocidade de entrega, é o que sustenta decisões de expansão de canal no médio prazo.
Fontes
- [1]E-Commerce Brasil, Nestlé renova parceria com Frete Rápido para seguir evoluindo a logística no e-commerce — ecommercebrasil.com.br
- [2]E-Commerce Brasil, E-commerce cresce 58%, mas representa 2% das compras de FMCG — ecommercebrasil.com.br
- [3]E-Commerce Brasil, Frete Rápido celebra 10 anos de história com recordes, premiações, nstech e liderança no mercado — ecommercebrasil.com.br
- [4]E-Commerce Brasil, Frete Rápido assume liderança do segmento TMS para e-commerce na América Latina — ecommercebrasil.com.br
- [5]E-Commerce Brasil, Operadores logísticos crescem 18% em 2 anos, apontam Abol e Ilos — ecommercebrasil.com.br



