Ri Happy Inteligência Artificial: agente no WhatsApp dispara vendas no Dia das Crianças
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Ri Happy Inteligência Artificial: agente no WhatsApp dispara vendas no Dia das Crianças

Ri Happy Inteligência Artificial: a rede ativou um agente de IA no WhatsApp de 300 lojas no Dia das Crianças e viu a conversão crescer 554%.

Por VTEX29 de set. de 20263 min de leitura
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Qual era o problema que a Ri Happy precisava resolver?

Ri Happy inteligência artificial é o resumo do movimento mais recente da rede: transformar um canal de atendimento já existente, o WhatsApp de mais de 300 lojas físicas, em motor de vendas guiado por um agente de IA, e fazer isso justamente no pico do Dia das Crianças.

O gargalo não era tecnológico: era de prioridade dentro da rotina da loja. Segundo o case, o vendedor sempre priorizava o cliente presente no salão, e o WhatsApp ficava sem resposta, mesmo com a empresa fornecendo celular e ferramenta para que o time cuidasse dos dois canais ao mesmo tempo [1].

A rede, com mais de 300 lojas físicas espalhadas pelo país, tinha construído ao longo de décadas uma marca reconhecida no universo infantil [1]. Mas oferecer o e-commerce como canal adicional ao vendedor não resolvia a disputa de atenção. Sempre que o cliente físico e o cliente do WhatsApp concorriam ao mesmo tempo, quem estava fisicamente na loja ganhava a prioridade [1].

Ri Happy inteligência artificial: a solução foi organizacional antes de ser tecnológica

A Ri Happy retirou do vendedor a tarefa de monitorar o canal. Essa responsabilidade passou para o time de customer care e CX (Customer Experience), que passou a acompanhar tempo de resposta e volume de interações, além de assumir a conversa quando uma loja não conseguia responder a tempo [1].

Para não gerar resistência interna, a comissão da venda online continuou sempre com o vendedor da loja física. A mudança de fluxo de atendimento não tirou receita do time do salão, o que reduziu o atrito de adoção entre os próprios vendedores [1].

Por que ativar a IA justamente no pico sazonal, e não num teste mais seguro?

A Ri Happy escolheu o momento de maior risco operacional do ano, e não uma janela mais fácil, para ligar o agente de IA pela primeira vez. O Whizz Agent foi ativado no Dia das Crianças de 2025, período de maior volume da marca, depois de seis meses de treinamento do modelo e capacitação interna do time [1].

A lógica é a de um teste de estresse deliberado: se a automação aguenta o pico de maior pressão comercial do calendário, ela aguenta o resto do ano. Segundo a OmniChat, o mesmo modelo está sendo estendido agora para o pós-venda [1].

O que os números do case mostram

Os resultados divulgados combinam crescimento de conversão com crescimento de receita, o que indica que o ganho não veio só de atender mais gente, mas de vender melhor para quem já estava conversando pelo canal.

Para Marcelo Matenco, head de CRM, CX e customer care da Ri Happy, o agente de IA se comunica com o cliente da forma como o cliente prefere: se a pergunta é sobre o produto, a resposta trata do produto, e se a dúvida é sobre preço, a resposta trata de preço [1].

IndicadorResultado
Crescimento da conversão com o Whizz Agent554% [1]
Vendas do 4º trimestre de 2025 vs. mesmo período de 20243,5 vezes maiores [1]
Taxa de conversão do Whizz Agent70% [1]
Conversão de carrinhos conduzidos pela IA22% [1]

O WhatsApp já é infraestrutura de vendas no varejo brasileiro

O caso da Ri Happy não é isolado: o WhatsApp se consolidou como o principal canal complementar à loja virtual entre lojistas do país. Em 2026, 73% dos lojistas utilizam o aplicativo para apoiar as vendas, à frente do Instagram Shopping, citado por 52%, e dos marketplaces, com 34% [3].

Os dados fazem parte do NuvemCommerce 2026, relatório da Nuvemshop com informações de mais de 1,5 mil lojistas brasileiros, e mostram o WhatsApp na liderança pelo terceiro ano consecutivo [3].

O apelo comercial do canal já tinha respaldo em outro levantamento citado pelo mesmo relatório: vendas realizadas pelo WhatsApp podem registrar conversão até seis vezes superior à do e-commerce tradicional, segundo o Chat Commerce Report 2025 [3].

O timing da ativação da Ri Happy também faz sentido à luz do peso da data. O comércio brasileiro cresceu 17,9% no fim de semana do feriado do Dia das Crianças de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, segundo levantamento do Itaú Unibanco, com o setor de brinquedos avançando 22,9% [2].

O que outros varejistas podem tirar do case

O caso é menos sobre o modelo de IA em si e mais sobre a sequência de decisões que tornaram a ativação segura. Três escolhas se destacam:

Para operações com rede de lojas física e um volume relevante de atendimento via WhatsApp, o case sugere que o obstáculo real para escalar um agente de IA costuma estar na divisão de responsabilidades e de comissão, não na maturidade do modelo.

  1. 1Mudar a governança do canal antes de automatizá-lo: tirar a responsabilidade do vendedor de loja e passar para um time dedicado de CX, para só então introduzir o agente.
  2. 2Testar no pico, não no vale: ativar durante o Dia das Crianças, e não num mês de menor demanda, para validar a solução sob a pior condição possível.
  3. 3Blindar a comissão: manter a venda online sempre remunerada ao vendedor físico, para que a automação não seja lida como ameaça de renda pelo time de loja.

Fontes

  1. [1]E-Commerce Brasil, Ri Happy leva venda das lojas para o WhatsApp e ativa agente de IA no Dia das Crianças — ecommercebrasil.com.br
  2. [2]E-Commerce Brasil, Comércio cresce 17,9% no feriado do Dia das Crianças, aponta Itaú — ecommercebrasil.com.br
  3. [3]E-Commerce Brasil, WhatsApp é usado por 73% dos lojistas como canal de vendas — ecommercebrasil.com.br